Acordo negado pelo governador Jaques Wagner irrita os professores!

A greve dos professores completa 53 dias com mais uma polêmica. Dessa vez, em torno do reajuste salarial. Anteontem, o governador Jacques Wagner declarou que o reajuste de 22,22% do salário nunca existiu no acordo celebrado ano passado.

A declaração desagradou os manifestantes, que continuam firmes na reivindicação dos 22,22% aprovados pelo MEC. “O governador diz que não tem dinheiro e agora quer negar o acordo? O acordo existe e é para ser cumprido”, defende o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB), Rui Oliveira.

Pelo acordo, no primeiro artigo define que “o reajuste salarial do magistério da rede estadual do ensino fundamental e do ensino médio será o mesmo do piso salarial nacional em 2012, 2013 e 2014”. Nos artigos seguintes, o acordo estabelece reajuste de 3% em outubro de 2013, e 4% em outubro de 2014.

Sem diálogo, ontem pela manhã um grupo de grevistas realizou um protesto no bairro de Fazenda Grande do Retiro. Durante a tarde, a APLB realizou uma reunião entre professores e pais de alunos. "O intuito é reforçar o apoio dos pais à greve", contou Rui Oliveira. Informações do Correio.